EagleBurgmann reformula a produção para expandir na América do Sul

A EagleBurgmann do Brasil, empresa do Grupo Freudenberg especializada em soluções de vedação para equipamentos rotativos, começa 2014 com muitas novidades. Para garantir a expansão no fornecimento para indústrias dos mercados onde a companhia atua, o diretor geral na América do Sul, Benito De Domenico Jr., informa a realização de investimentos fortes em setores estratégicos da organização no ano passado. Entre eles, ele cita a reformulação do layout da produção para torná-la mais ágil e eficiente, a aquisição de máquinas novas para a fábrica, equipamentos mais modernos para o setor de desenvolvimento e um datacenter novo para melhorar os processos de tecnologia da informação.

"Os investimentos que realizamos são essenciais para a EagleBurgmann manter a excelência do atendimento aos clientes e o fornecimento de soluções de alta tecnologia para atender as mais rígidas exigências da indústria em termos de vedação", comenta De Domenico, que completa: "Fizemos uma verdadeira 'revolução' na empresa".

 

Reformulação impulsiona a empresa na América do Sul

De Domenico informa que, com o novo layout, a produção deixou de ser "em linha" para ser "em célula". Antes, os equipamentos produzidos transitavam por toda a fábrica para serem finalizados e, agora, o processo é mais ágil em razão do fato de as máquinas operarem mais próximas umas das outras, onde os operadores podem iniciar e terminar uma peça. "O novo layout tem muitos benefícios, como a diminuição do tempo de execução e entrega dos projetos e a melhora do controle de qualidade", ressalta o executivo.

No processo de reformulação do layout da produção, De Domenico destaca a aquisição de máquinas novas e mais modernas, importadas da Mazak, empresa japonesa especializada na fabricação de máquinas de usinagem de alta precisão que, inclusive, são muito utilizadas até na indústria aeroespacial. Além disso, ele informa a aquisição de modernos equipamentos de metrologia para mensurar a qualidade dos produtos e garantir que eles sejam entregues nas dimensões de tolerância exigidas pelas indústrias clientes.

Com objetivo de garantir maior eficiência à operação, a empresa também investiu na implementação de um novo datacenter, com a construção de uma sala e compra de hardware de padrão internacional que não deixa de operar com quedas do fornecimento de energia, por exemplo. "A partir de agora, ficar sem sistema por alguma influência externa é uma possibilidade quase nula", afirma De Domenico.

Estes investimentos permitem ainda que a empresa acompanhe a expansão da exploração de petróleo e gás com maior flexibilidade no atendimento a clientes como Petrobras, Shell, Ecopetrol, SBM e MODEC por exemplo. Segundo De Domenico, a empresa também poderá dar foco aos planos de fornecer soluções de vedação para as novas unidades de plataformas " Cessão Onerosa"  (FPSOs) que devem ser anunciadas este ano, que devem gerar negócios para 2016, e aos planos de abrir novas filiais e Centros de Serviços. "Temos planos de expandir nos mercados brasileiro e de outros países, como Chile, Peru e Bolívia. Em particular, planejamos abrir um novo centro de serviço no Chile, um escritório comercial no Peru e expandir a operação da Argentina", conta.

De acordo com o executivo, outros mercados a serem trabalhados neste e no próximo ano serão as empresas consideradas "usuárias finais" das soluções fornecidas pela EagleBurgmann e o setor de oleodutos que, segundo ele, tem muitas oportunidades de negócios nas aplicações de bombas multifásicas (equipamentos que bombeiam uma mistura de sólidos, líquidos e gases ao mesmo tempo). "Este tipo de bomba é muito usado no setor de petróleo e gás para pressurizar o produto do fundo dos poços, quando o processo de separação da água, areia, petróleo e gás ocorre na superfície", explica.